A boa é que este blog vai continuar.
A má é que vocês vão ter trabalho: o blog continua em outro site, mais acessível, conveniente e bonito, mas sem perder a qualidade:
http://consertandoobarraco.blogspot.com
Na troca, algo aconteceu com os seguidores já registrados, que misteriosamente sumiram. Sinto muito por isso.
a gente se vê lá. grato
Eduardo
26 setembro 2010
24 setembro 2010
Cotas Raciais ou Sociais
Argumento em favor das cotas raciais: os universitários cotistas formam-se com desempenho similar aos não-cotistas. Então, por que as melhores posições na sociedade brasileira têm sido sempre ocupadas por não-negros?
Argumento contra: Essa dificuldade de acesso acontece só com a parcela negra do país, ou acontece também com a branca pobre?
Desconfiança: O tema parece ser importante e complexo demais para ser tratado por oportunistas de plantão.
Sugestão: Plebiscito nacional entre as 3 opções: "nada de cotas no Brasil"; "quero cotas raciais"; e "quero cotas sociais".
Argumento contra: Essa dificuldade de acesso acontece só com a parcela negra do país, ou acontece também com a branca pobre?
Desconfiança: O tema parece ser importante e complexo demais para ser tratado por oportunistas de plantão.
Sugestão: Plebiscito nacional entre as 3 opções: "nada de cotas no Brasil"; "quero cotas raciais"; e "quero cotas sociais".
Ditadura dos Cones
O Cone de trânsito é o máximo. Democrático, qualquer medíocre pode instalar um Cone delimitando onde ninguém mais poderá passar ou estacionar. É a glória! Tira-se do outro, fácil, fácil, um daqueles direitos fundamentais famosos: o de ir e vir. Tudo sem lei, nem decreto, basta ter em mãos um Cone (e uma sereníssima cara-de-pau) para definir como serão as coisas daqui para a frente. Cabe advertir que a quantidade de Cones tende a crescer proporcionalmente à arrogância dessa gente.
20 setembro 2010
O Analfabeto Político de Brecht
"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais." Bertold Brecht
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais." Bertold Brecht
18 setembro 2010
Empate é Bom Resultado?
Um jornal do DF diz que os empates no STF são comuns. Tal Corte é formada por pessoas "de notável saber jurídico", exige a Constituição. Nesse sentido, seria de se esperar julgamentos técnicos do ponto de vista jurídico, com polarizações nítidas em relação aos mais diversos temas. Mas o que acontece é o empate, que pode ser traduzido por indefinição, dúvida, incerteza. Justiça incerta. O que significa ser absolvido por 5 a 4 numa corte de 11 especialistas do Direito? Haveria substância no papel da Justiça, se o resultado fosse invertido?
07 setembro 2010
Horário Eleitoral Gratuito
Deveria limitar-se à apresentação de projetos de atuação nas áreas de interesse, como educação, emprego, saúde, tributos, segurança etc. Só seria permitido tratar o futuro, sem haver referência à política que já passou e que, por isso mesmo, em nada mais pode ajudar. Sem externas ou superproduções, só mostraria o candidato fazendo sua apresentação, com sua própria voz e não de um locutor, de forma a ser possível ao eleitor e à imprensa o resgistro dos projetos para posterior acompanhamento.
Dominó Global
É possível entender as torres gêmeas como as duas primeiras pedras de um fabuloso dominó. As pedras tocadas a seguir foram o Afeganistão, o Iraque, e a segurança doméstica dos EUA, todos com gastos trilionários. A peça seguinte foi a estabilidade financeira, e depois a econômica, com reflexos mundiais ainda ativos. Haverá outras peças?
04 setembro 2010
Extintores veiculares
Não falamos nisso, possivelmente porque já anestesiados, mas não seria moralmente absurda a lei que obriga o transporte de extintor de incêndio nos veículos? Afinal, os veículos são particulares, e pergunto qual interesse público haveria em preservá-los? Será que as pessoas, na média, sabem como usar extintores? Em quantos países isso é obrigatório? O custo global dos extintores adquiridos no país compensa os eventuais prejuízos decorrentes de incêndios? Há algum estudo demonstrando que os extintores são eficazes? Ou trata-se de um mero favor à indústria de extintores? A propósito, há uma outra lei obrigando as montadoras a instalar localizadores por satélite nos carros zero km. Mero favor à indústria?
Robin Hood
Na política, rouba-se dos pobres para dar aos ricos. Dos pobres, mediante impostos altos, serviços públicos deficientemente prestados e omissões do Estado. Aos ricos, mediante proteção aos titulares do sistema financeiro, investimentos privilegiados a determinadas empresas e reduções de impostos.
29 agosto 2010
O patinho lindo que ficou feio
A ponte JK estende-se sobre o Lago Paranoá, em Brasília. Anunciada como a mais bela ponte a
ser inaugurada na época, virou ponto turístico, recebendo visitantes que nunca tiveram onde estacionar seus ônibus, ir a um banheiro, ou lanchar sob uma coberta contra a chuva ou o sol. A mais bela nunca foi lavada, a parte superior dos arcos acha-se encardida, as proteções no vão estão cobertas de poeira, e a obra ficou feia. Não temos a cultura de preservar nossos bens e monumentos. Passam-se anos até que o GDF passe uma vassoura nas ruas, atividade rotineira em outras cidades.
ser inaugurada na época, virou ponto turístico, recebendo visitantes que nunca tiveram onde estacionar seus ônibus, ir a um banheiro, ou lanchar sob uma coberta contra a chuva ou o sol. A mais bela nunca foi lavada, a parte superior dos arcos acha-se encardida, as proteções no vão estão cobertas de poeira, e a obra ficou feia. Não temos a cultura de preservar nossos bens e monumentos. Passam-se anos até que o GDF passe uma vassoura nas ruas, atividade rotineira em outras cidades.
26 agosto 2010
Imposto irreal em reais
Uma reguinha fajuta de 20 cm, dessas que as crianças levam para a escola: não dá prá dizer que se trata de artigo de luxo, mas ainda assim sobre seu preço incidem 40% de impostos.
25 agosto 2010
Enquanto o GDF não divide, os bandidos subtraem
O Plano Piloto de Brasília mostra um furto ou roubo acontecendo a cada 2 horas. O principal motivo são as drogas, de acordo com a polícia. Observa-se também certa dificuldade por parte do GDF em dividir os 700 policiais militares (polícia ostensiva) lotados nas asas norte e sul, pelas 70 entrequadras da área. Pelo cálculo distrital, essa conta dá zero. O efetivo total da PMDF, em relatório de 2008, era da ordem de 15.000. O GDF poderia ainda jogar na conta uma outra polícia, a civil. Serão que dão conta?
Discordo desse acordo
Quem pensou em padronizar a língua portuguesa no mundo merece um Nobel. E quem está implementando a idéia merece um igNobel. Na revisão anterior, 30 anos atrás, esses senhores e senhoras acabaram com as letras k, y e w, que agora voltaram a existir. Ou seja, não sabiam dantes o que estavam fazendo. E agora mexem nos hifens e acentos, sem perceber que as diferenças entre as variantes do Português estão na profusão de significados diferentes para as mesmas grafias. Pergunta: se as diferenças marcantes estão na linguagem falada, então como esperam unificar isso mexendo só nos hifens?
21 agosto 2010
Os mesmos, de novo...
É admirável. Eleitores votam e revotam nos mesmos políticos que:
- não resolveram as questões da saúde pública;
- não melhoraram o transporte público;
- não promoveram a segurança pública;
- não consertaram as vias públicas;
- furtaram os cofres públicos; e
- fraudaram licitações públicas.
Ou seja, tudo o que é público desmerece a consideração dos próprios eleitores. Talvez porque dêem maior importância às vantagens pessoais oferecidas pelos políticos.
- não resolveram as questões da saúde pública;
- não melhoraram o transporte público;
- não promoveram a segurança pública;
- não consertaram as vias públicas;
- furtaram os cofres públicos; e
- fraudaram licitações públicas.
Ou seja, tudo o que é público desmerece a consideração dos próprios eleitores. Talvez porque dêem maior importância às vantagens pessoais oferecidas pelos políticos.
19 agosto 2010
Ficha Limpa
Gente grande diz que o Ficha Limpa não pode retroagir, impedindo a eleição de fichas sujas em 2010. Mas a lei não causa tal efeito: retroagir seria retirar dos cargos atuais aqueles governantes e legisladores que se elegeram tendo ficha suja na Justiça. Impedir que eles sejam eleitos em 2010 é dar eficácia uma lei popular que reflete o interesse público; significa proporcionar legitimidade a esses cargos políticos, no momento mais oportuno: agora.
É curioso observar, por outro lado, que a necessidade dessa lei (e ela já veio tarde) reflete o severo grau de ignorância, complacência, conivência e conformismo político do eleitor deste País.
É curioso observar, por outro lado, que a necessidade dessa lei (e ela já veio tarde) reflete o severo grau de ignorância, complacência, conivência e conformismo político do eleitor deste País.
13 agosto 2010
O Projeto Midas
O livro "O Projeto Midas", de autoria de Eduardo Müssnich Barreto, foi publicado em 2003.
Trata-se de uma ficção sobre o mundo da espionagem industrial que ilustra alguns conceitos sobre "segurança da informação".
O conteúdo do livro está disponível para download aqui:
http://cid-d1e0970ff80cf328.office.live.com/self.aspx/.Public/OProjetoMidasV2.pdf
Trata-se de uma ficção sobre o mundo da espionagem industrial que ilustra alguns conceitos sobre "segurança da informação".
O conteúdo do livro está disponível para download aqui:
http://cid-d1e0970ff80cf328.office.live.com/self.aspx/.Public/OProjetoMidasV2.pdf
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O Voto de Cabresto...
...está voltando ao Brasil. Desta vez, por proposta do próprio TSE. Isso porque o eleitor, ao pressionar seu polegar sobre o visor de identificação digital da máquina, desconfiará de que, em algum lugar, em algum momento, algum espírito de porco irá identificá-lo como sendo o autor daquele voto. E então se lembrará de que prometera seu voto a algum "coronel" da fazenda, da rua, do bairro, da região, da cidade, do estado ou do país. Pronto. Votará em quem foi mandado, e não de acordo com sua consciência: perigo para a democracia, o "poder do povo".
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12 agosto 2010
Como ocultar milhares de ônibus
Há anos leio nos jornais que significativa parcela dos ônibus de Brasília são clandestinos. A palavra clandestino, no dicionário, quer dizer oculto, ilegal. Creio ser melhor usar outra palavra, porque não dá para conceber que 7 em cada 10 ônibus do DF acham-se ocultos. Nem que são ilegais, considerando que nossos impostos sustentam duas polícias, um departamento de trânsito, uma secretaria da receita (que deveria estar recolhendo os impostos desses transportadores) e um tribunal de contas que deveria estar fiscalizando tudo isso.
30 julho 2010
Educando e Democratizando o Brasil
Tal processo passa necessariamente pelo professor. Provas nacionais como o Enem e o Enade poderiam ser usadas para aferir os conhecimentos tanto dos alunos quanto dos seus mestres. O primeiro resultado aferiria sua capacidade didática, enquanto o segundo serviria para mensurar sua capacidade técnica geral. Ambos os valores, jogados em uma fórmula que contemple outros fatores de peso, resultariam em um indicador que definiria o nível da gratificação salarial a ser paga ao professor. Assim, aquele bom e dedicado receberia mais por seus serviços do que os demais. Haveria justiça e equidade nesse processo. Haveria mais professores motivados, alunos com maior qualidade de aprendizado, e o País cresceria mais rápido. E a democracia também, já que ela floresce somente na presença da educação. E graças ao professsor.
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05 julho 2010
Futebol: gols são públicos ou privados?
As copas do mundo tornam-se cada vez mais relevantes para a psicologia mundial. Isso ficou claro com a intervenção do governo francês na desavença interna que afetou sua seleção na copa de 2010: a imagem francesa estava sob risco. Dunga escolheu uma seleção em desacordo com o resto do País, e não há como reclamar, nem mesmo ir à justiça: a decisão do técnico é soberana. O assunto é importante, e deveria ser tão público e transparente quanto possível, mesmo porque as seleções usam os nomes, hinos e bandeiras de suas nações. Copas tornam-se um assunto importante demais para ser confiado somente a empresas privadas que visam ao lucro, como a FIFA, a CBF e os times de futebol.
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