A ponte JK estende-se sobre o Lago Paranoá, em Brasília. Anunciada como a mais bela ponte a
ser inaugurada na época, virou ponto turístico, recebendo visitantes que nunca tiveram onde estacionar seus ônibus, ir a um banheiro, ou lanchar sob uma coberta contra a chuva ou o sol. A mais bela nunca foi lavada, a parte superior dos arcos acha-se encardida, as proteções no vão estão cobertas de poeira, e a obra ficou feia. Não temos a cultura de preservar nossos bens e monumentos. Passam-se anos até que o GDF passe uma vassoura nas ruas, atividade rotineira em outras cidades.
29 agosto 2010
26 agosto 2010
Imposto irreal em reais
Uma reguinha fajuta de 20 cm, dessas que as crianças levam para a escola: não dá prá dizer que se trata de artigo de luxo, mas ainda assim sobre seu preço incidem 40% de impostos.
25 agosto 2010
Enquanto o GDF não divide, os bandidos subtraem
O Plano Piloto de Brasília mostra um furto ou roubo acontecendo a cada 2 horas. O principal motivo são as drogas, de acordo com a polícia. Observa-se também certa dificuldade por parte do GDF em dividir os 700 policiais militares (polícia ostensiva) lotados nas asas norte e sul, pelas 70 entrequadras da área. Pelo cálculo distrital, essa conta dá zero. O efetivo total da PMDF, em relatório de 2008, era da ordem de 15.000. O GDF poderia ainda jogar na conta uma outra polícia, a civil. Serão que dão conta?
Discordo desse acordo
Quem pensou em padronizar a língua portuguesa no mundo merece um Nobel. E quem está implementando a idéia merece um igNobel. Na revisão anterior, 30 anos atrás, esses senhores e senhoras acabaram com as letras k, y e w, que agora voltaram a existir. Ou seja, não sabiam dantes o que estavam fazendo. E agora mexem nos hifens e acentos, sem perceber que as diferenças entre as variantes do Português estão na profusão de significados diferentes para as mesmas grafias. Pergunta: se as diferenças marcantes estão na linguagem falada, então como esperam unificar isso mexendo só nos hifens?
21 agosto 2010
Os mesmos, de novo...
É admirável. Eleitores votam e revotam nos mesmos políticos que:
- não resolveram as questões da saúde pública;
- não melhoraram o transporte público;
- não promoveram a segurança pública;
- não consertaram as vias públicas;
- furtaram os cofres públicos; e
- fraudaram licitações públicas.
Ou seja, tudo o que é público desmerece a consideração dos próprios eleitores. Talvez porque dêem maior importância às vantagens pessoais oferecidas pelos políticos.
- não resolveram as questões da saúde pública;
- não melhoraram o transporte público;
- não promoveram a segurança pública;
- não consertaram as vias públicas;
- furtaram os cofres públicos; e
- fraudaram licitações públicas.
Ou seja, tudo o que é público desmerece a consideração dos próprios eleitores. Talvez porque dêem maior importância às vantagens pessoais oferecidas pelos políticos.
19 agosto 2010
Ficha Limpa
Gente grande diz que o Ficha Limpa não pode retroagir, impedindo a eleição de fichas sujas em 2010. Mas a lei não causa tal efeito: retroagir seria retirar dos cargos atuais aqueles governantes e legisladores que se elegeram tendo ficha suja na Justiça. Impedir que eles sejam eleitos em 2010 é dar eficácia uma lei popular que reflete o interesse público; significa proporcionar legitimidade a esses cargos políticos, no momento mais oportuno: agora.
É curioso observar, por outro lado, que a necessidade dessa lei (e ela já veio tarde) reflete o severo grau de ignorância, complacência, conivência e conformismo político do eleitor deste País.
É curioso observar, por outro lado, que a necessidade dessa lei (e ela já veio tarde) reflete o severo grau de ignorância, complacência, conivência e conformismo político do eleitor deste País.
13 agosto 2010
O Projeto Midas
O livro "O Projeto Midas", de autoria de Eduardo Müssnich Barreto, foi publicado em 2003.
Trata-se de uma ficção sobre o mundo da espionagem industrial que ilustra alguns conceitos sobre "segurança da informação".
O conteúdo do livro está disponível para download aqui:
http://cid-d1e0970ff80cf328.office.live.com/self.aspx/.Public/OProjetoMidasV2.pdf
Trata-se de uma ficção sobre o mundo da espionagem industrial que ilustra alguns conceitos sobre "segurança da informação".
O conteúdo do livro está disponível para download aqui:
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O Voto de Cabresto...
...está voltando ao Brasil. Desta vez, por proposta do próprio TSE. Isso porque o eleitor, ao pressionar seu polegar sobre o visor de identificação digital da máquina, desconfiará de que, em algum lugar, em algum momento, algum espírito de porco irá identificá-lo como sendo o autor daquele voto. E então se lembrará de que prometera seu voto a algum "coronel" da fazenda, da rua, do bairro, da região, da cidade, do estado ou do país. Pronto. Votará em quem foi mandado, e não de acordo com sua consciência: perigo para a democracia, o "poder do povo".
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12 agosto 2010
Como ocultar milhares de ônibus
Há anos leio nos jornais que significativa parcela dos ônibus de Brasília são clandestinos. A palavra clandestino, no dicionário, quer dizer oculto, ilegal. Creio ser melhor usar outra palavra, porque não dá para conceber que 7 em cada 10 ônibus do DF acham-se ocultos. Nem que são ilegais, considerando que nossos impostos sustentam duas polícias, um departamento de trânsito, uma secretaria da receita (que deveria estar recolhendo os impostos desses transportadores) e um tribunal de contas que deveria estar fiscalizando tudo isso.
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